Quando as células imaturas (blastos) proliferam, quer dizer, se reproduzem de forma incontrolada na medula óssea e se cumulam tanto aí como no sangue, conseguem substituir as células normais, sobrepondo-se a elas.
A causa, ou causas, da leucemia desconhece-se na maioria dos casos. No entanto, está demonstrado que não se trata duma doença hereditária ou contagiosa. A maior parte das vezes apresenta-se em crianças antes sãs Por se tratar duma proliferação de células imaturas no sangue, a leucemia é considerada o “cancro” do sangue.
Os primeiros sintomas são o cansaço, a falta de apetite e a febre intermitente. À medida que a afecção avança, aparece a dor nos ossos, como resultado da multiplicação das células leucémicas no sistema ósseo. Surge também a anemia, cujas características são a palidez, cansaço e pouca tolerância ao exercício físico, fruto da diminuição de glóbulos vermelhos.
Mesmo assim, a redução do número de plaquetas provoca hemorragias esporádicas e o aparecimento de manchas na pele ou grandes hematomas, como consequência de hemorragia causada por pequenos toques. Além disso, podem apresentar-se hemorragias nasais e bucais ou rectais. Uma das mais graves é a que se apresenta ao nível do cérebro, que pode ocorrer se o número de plaquetas desce gravemente. Outra possível consequência é a descida do número de glóbulos brancos (leucócitos), situação que se repercute nas defesas contra as infecções.
São conhecidos três tipos de leucemia: a aguda, a linfática crónica e a mielóide crónica.
É difícil conseguir um diagnóstico de leucemia quando esta se inicia, já que os seus primeiros sintomas são parecidos com outras doenças, tanto nas crianças como nos adultos.
Se com as crianças os pais, por vezes, se culpam pela demora no diagnóstico, quando inclusive para o médico se torna complicado reconhecer esta situação na sua primeira etapa, que dizer em relação aos adultos?
Conscientes, por vezes, do mal que os ataca, sobretudo pessoas mais evoluídas social e culturalmente, temendo ouvir a terrível sentença, adiando a iada ao médico, e, ao fazerem-no é já nos limites, devendo sujeitar-se a tratamentos severos na esperança de viverem mais uns tempos sem sofrer.
Sujeitam-se ao tratamento pela quimioterapia, na qual são empregues diversos medicamentos especiais destinados a destruir as células leucémicas.
O tratamento tem três fases: indução à remissão, controlo temporal da afecção, em que a pessoa pode parecer normal já que os sintomas da leucemia desapareceram.
Mas, em certas ocasiões, a remissão é apenas parcial e, por essa razão, alguns sintomas não mais desaparecem. Só uma pequena percentagem de doentes consegue entrar em remissão. A fase de consolidação dura duas a três semanas, enquanto que a manutenção deve ser lavada acabo até se completar os três anos de tratamento.
Como se pode, pois, dar como apta e ser obrigada a retomar o serviço activo uma pessoa de 60 anos que nunca atingiu a fase de remissão total. Tal como no caso da Prof. D. Manuela Estanqueiro, que se viu obrigada a morrer a trabalhar, quando deveria estar em casa, ou no hospital, a ser devidamente tratada.
Inquisidor
Terça-feira, 21 de Agosto de 2007
Sobre a leucemia
Publicada por
A VERDADE ACIMA DE TUDO
à(s)
18:25
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
1 comentário:
BOA NOITE,ESTOU TRABALHADO EM UM HOSPITAL DO CANCER EM SALVADOR E CONHECER UM JOVEM COM A LEUCEMIA AGUDA ENTÃO PASSEI A ME INTEREÇAR PELO CASO .MAS AINDA NÃO SEI NADA COMO POSSO AJUDA-LO,SEI QUE ESSE ENDEREÇO É UM SHOW DE NOTECIA INFORMATIZANTE NO ASSUNTO
OBRIGADO,BJS A TODOS
Enviar um comentário