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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

AVANÇOS E RECUOS.......

Agora é necessário intervenção politica para seja alterada algumas decisões, felizmente para os casos que vêem agora a publico. Mas é necessário trazer estas situações a público para que alguém do poder politico nao fique indiferente. Pena foi que em Fevereiro quando o caso de Manuela Estanqueiro veio a público ninguém do poder politico quis saber acerca do caso, pois era na altura 1 pessoa somente, e essa não movia montanhas... No entanto devemos todos ficar felizes e agradecer à Prof.Manuela Estanqueiro o ter trazido á opinião pública este debate e após a sua familia, infelizmente por motivos dramáticos, mas enfim esse gesto está a salvar muitas vidas e neste momento é o mais importante... Mas muitos mais existem por esse país fora infelizmente, mas MOSTREM O SEU GRITO DE REVOLTA...
Então vejamos o que foi ainda hoje decidido:
Funcionária doente obrigada a trabalhar
Ministério das Finanças manda Caixa Geral de Aposentações reavaliar situação

O Ministério das Finanças deu hoje ordem à Caixa Geral de Aposentações (CGA) para reavaliar o caso de Ana Maria Brandão, que está sem poder trabalhar e que foi obrigada a apresentar-se ao serviço na Junta de Freguesia de Vitorino de Piães, Ponte de Lima. Até que haja uma decisão final, a ADSE é obrigada a dar baixa médica à funcionária administrativa.

"Ninguém pode ficar indiferente e insensível a esta situação", disse hoje o ministro das Finanças, lembrando, porém, que a decisão foi baseada em pareceres médicos.Teixeira dos Santos considerou que "é obvio que a situação tem de ser reanalisada e reapreciada", acrescentando ter dado indicações à CGA para "proceder de imediato à reanálise" e para que a funcionária seja "submetida a novos exames clínicos".
ADSE recebe ordens para funcionária continuar de baixa
Até à reapreciação do caso, a ADSE recebeu instruções para que a funcionária pública continue de baixa médica e não tenha que se apresentar ao serviço na junta de freguesia. Ana Maria Brandão, de 43 anos, há três anos que estava de baixa. Funcionária administrativa regressou hoje ao trabalho por ordem da CGA, mas diz que vai cumprir o horário laboral encostada a uma parede, dado que mal se consegue mexer.
Os problemas de saúde
"Tenho uma lombalgia e uma cervicalgia degenerativas. Se eu peço a reforma é porque sei que não tenho cura. Tomara eu poder sentir-me em condições de voltar ao trabalho e de fazer uma vida normal", desabafou. Hoje, apresentou-se ao trabalho equipada com um colar cervical, que é obrigada a usar dia e noite, uma braçadeira no braço direito e uma cinta lombar. Ana Brandão não consegue escrever, virar uma página de um livro ou jornal, abrir uma porta, pegar numa pasta, andar mais de 20 metros sem ajuda ou ir à casa de banho sozinha, pelo que vai "trabalhar" sempre acompanhada pelo pai.
Funcionária considerada "incapaz para exercício de funções"
Apesar de tudo isto, e segundo o Ministério das Finanças, a Junta Médica, depois de uma consulta a 27 de Setembro, e face a relatórios previamente pedidos a um especialista em neurologia e outro em psiquiatria, considerou que Ana Maria não era "absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções". O Ministério das Finanças lembra que o Conselho de Ministro já aprovou novas regras de funcionamento das Juntas Médicas, que ainda estão pendentes de promulgação e publicação em Diário da República e que contêm várias "inovações".
Mudanças na lei
Uma dessas "inovações" é a possibilidade de o requerente poder recorrer a uma Junta médica de recurso, integrada por médicos diferentes dos que apreciaram o processo na fase inicial que precedeu a decisão e por um médico indicado pelo próprio requerente. Além disso, as Juntas passarão a ser exclusivamente compostas por médicos, ao contrário do que acontece actualmente, em que são formadas por dois médicos e por um representante da CGA. "Desta forma, assegura-se que as competências das Juntas e os procedimentos de avaliação dos casos tenham exclusivamente uma natureza técnico-científica", sublinha o Ministério das Finanças. Com as novas regras, o requerente de um pedido de aposentação antecipada por motivo de incapacidade terá uma consulta médica antes do seu processo e os relatórios médicos serem apreciados pela Junta médica.
Juntas médicas
O Ministério das Finanças esclarece que os médicos das juntas da CGA são médicos dos respectivos quadros de pessoal admitidos, "todos já há bastante tempo", através do processo de recrutamento instituído para tal categoria de profissionais, basicamente análise curricular e entrevista dos candidatos. Para integrar algumas juntas médicas, nas quais não é possível estarem presentes dois médicos do quadro de pessoal médico da CGA, são contratados pontualmente médicos em regime de prestação de serviços, sendo certo que sempre faz parte de cada junta um médico da CGA. Todos os pareceres das juntas médicas da CGA são avaliados/validados pelo médico chefe da própria caixa e "sujeitos a decisão" do órgão de gestão da CGA. Com Lusa

3 comentários:

Paula Barros disse...

Este caso, pela mediatização que lhe foi dada, resultou numa movimentação governamental, sobretudo o Ministro das Finanças pronunciou-se sobre o caso ("ninguém poderá ficar indiferente a um caso....").É POSITIVO.

Que poderemos fazer para que os outros casos tenham tratamento semelhante. Como alertar os media? através de jornalistas conhecidos? de denúncias directas para os vários orgãos de comunicação?

Sinto-me alegre pelo desfecho, esperemos que positivo, do caso desta nossa colega.

Quanto a nós, os que esperamos pela aposentação por incapacidade, será isto 'uma luz ao fundo do túnel'? Tenho medo de ter alguma esperança.
Obrigada por terem lido

Paula Barros

celso silvestre disse...

estas pessoas das juntas medicas nõa acredito que sejam medicos se calhar nem veterinarios porque até os animais se tratam melhor do que eles tratam as pessoas que lá vão

celso silvestre disse...

no que se refer á senhora de ponte de lima fiquei muito contente pelo desfecho mas acho muito tercermundista que venha o ministro das finanças armado em populista dizer que a dita senhora segue de baixa até uma nova junta medica onde estava o ministro que tutela a saude? ou o ministro da solidariedade ?

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Aveiro : Dada como apta para o serviço
Professora com leucemia morre à espera da reforma



Teresa Silva diz que os últimos dias da mãe, Manuela Estanqueiro, professora de Educação Tecnológica em Aveiro, foram marcados pelo sofrimento
Uma professora da Escola Básica 2/3 de Cacia, em Aveiro, a quem há pouco mais de um ano tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu no passado sábado, sem que a aposentação, pela qual batalhara, tivesse sido oficialmente decretada. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha sido notícia no CM em Fevereiro, quando a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a obrigou a regressar ao trabalho, sob pena de perder o vencimento.
Nessa altura, e tal como a própria testemunhou, “os 31 dias de serviço foram um verdadeiro inferno”, com desmaios e vómitos diários e o agravamento do seu estado de saúde. De tal forma a professora se ressentiu da ordem que lhe foi dada pela CGA que, menos de 15 dias depois, deu entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra e não voltou a ter alta médica.A filha da professora, Teresa Silva, está revoltada com “a cruz que a fizeram carregar” e não poupa críticas à CGA: “A minha mãe tinha mais de 30 anos de serviço, uma doença incurável e debilitante, e nada ficaria a dever ao Estado se lhe tivessem dado a aposentação.”“Acho que alguém tem de ser responsabilizado pelo que se passou e apenas desejo que o caso da minha mãe sirva de exemplo para que outras situações, que sei que existem, não tenham o mesmo desfecho triste”, salienta Teresa Silva.Apesar da batalha que Manuela Estanqueiro travou, sempre com o apoio da comunidade escolar e da Direcção Regional de Educação do Centro, a aposentação só lhe foi concedida uma semana antes da sua morte, apesar de ainda não ter sido publicada em Diário da República. “Mesmo assim, só lha deram porque receberam um relatório médico, que referia uma esperança de vida de um a dois anos”, conta a filha.Teresa Silva está também convencida de que “foi apenas depois da intervenção do Sindicato de Professores da Zona Centro que o processo ganhou novo fôlego”.“A minha mãe viveu os últimos dias constantentemente preocupada com esta situação, que achava de uma injustiça extrema. De tal forma estava atormentada que, quando lhe marcaram nova junta médica em Lisboa, estava ela já internada em Coimbra, queria ir a qualquer custo, nem que fosse de ambulância”, lembra.
APOSENTAÇÃO CHEGOU HÁ QUINZE DIAS
A leucemia de Manuela Estanqueiro foi diagnosticada em Março de 2006, após vários meses de procura dos médicos por uma razão para o seu estado de cansaço crónico. A professora pediu então a aposentação e submeteu-se à primeira junta médica em Novembro de 2006. Enquanto aguardava o desenrolar do pedido feito à Caixa Geral de Aposentações (CGA), Manuela Estanqueiro esteve afastada das aulas por atestado médico, que poderia ser renovado até à data limite de Outubro de 2008. No entanto, um despacho da CGA, de 24 de Novembro de 2006, não só lhe negou a aposentação – por “não se encontrar absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções” – como a obrigou a regressar ao serviço. Manuela Estanqueiro cumpriu as ordens, mas apresentou recurso da decisão. Já internada, a professora recebeu há 15 dias a notícia de que a aposentação fora aceite. Para ela, esta foi uma batalha ganha tarde de mais.
CRÍTICAS AOS CUIDADOS PALIATIVOS
Teresa Silva, que no último ano e meio acompanhou a doença da mãe, é muito crítica quanto aos cuidados paliativos prestados aos doentes do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, onde a mãe esteve internada nos últimos quatro dias de vida. “Fiquei arrepiada com a forma como a minha mãe foi tratada em Aveiro. Uma médica chegou a dizer-me, com grande frieza, que não valia a pena investir nela, dando-lhe soro de alimento ou transfusões de plaquetas, que já haviam dado provas, porque isso só lhe iria prolongar o tempo de vida e o sofrimento.” Teresa não se conforma que as últimas horas de vida da sua mãe tenham sido de “intenso sofrimento”, quando esta pedia para que a colocassem a dormir e o pessoal médico recusava, “para que as visitas pudessem estar mais tempo com ela”.
Carla Pacheco



Lote de terreno 815m2

Lote, com 815 m2, a 5 minutos de Aveiro, com projecto de arquitecto para moradia R/C e 1º Andar. 55000€.

963197737

Teresa Silva (verdadinha)













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