Mulher incapacitada regressa ao trabalho após notificação da CGA
Três anos depois de uma cirúrgia que a deixou incapacitada e dependente de terceiros, uma funcionária da Junta de Freguesia de Vitorino dos Piães, em Ponte de Lima, regressou ao trabalho, após uma notificação da Caixa Geral de Aposentações. Tanto Ana Maria Brandão com o presidente da junta mostraram indignação com esta situação.
Foi com um misto de emoção e revolta que Ana Maria Brandão, 43 anos, regressou esta segunda-feira ao seu posto de trabalho na Junta de Freguesia de Vitorino dos Piães, em Ponte de Lima, três anos depois de uma cirúrgia que a deixou incapacitada e dependente de terceiros. Apesar de a junta médica ter considerado Ana Brandão incapacitada para o trabalho, a Caixa Geral de Aposentações notificou-a para regressar ao trabalho. Acompanhada pelo pai, Ana Maria Brandão, que foi recebida com flores no regresso ao trabalho, deparou-se à porta da junta com alguns obstáclos, como os cincos degraus que teve de subir face à sua locomoção limitada.Ana Maria Brandão vai trabalhar sentada numa cadeira de madeira , encostada à parede, uma situação que deixa indignado o presidente da Junta de Freguesia.«Nós temos vários tipos de cadeiras, mas não estamos preparados para esta situação. Esta senhora não pode trabalhar», disse Luís Lima à TSF. Para além da falta de condições para trabalhar, Ana Maria queixa-se pelo facto de ser a única funcionária da Junta de Feguesia de Vitorino dos Piães. «Sou a única fincionária, tenho que fazer todos os serviços que não são assim tão poucos», desabafou.Para contrariar esta situação, a Procuradoria-Geral da República já aconselhou Ana Maria Brandão a defender os seus direitos pela via judicial.in TSF
Uma funcionária da junta de freguesia de Vitorino dos Piães, em Ponte de Lima, depende dos pais 24 horas por dia. Em 1998, uma operação a uma hérnia correu mal e os médicos diagnosticaram-lhe depois uma doença degenerativa na coluna. Ana Maria Brandão está há três anos de baixa e no início de 2007 pediu a reforma por invalidez. Foi a duas juntas médicas e apresentou os relatórios que comprovam que a doença só pode piorar e que por isso não é capaz de continuar a exercer a actividade profissional. O pedido foi negado. Na sexta-feira recebeu pelo telefone a notificação para se apresentar ao trabalho. Segunda-feira vai trabalhar mas não pode ir sozinha. Terá de ser o pai, de 74 anos, a ajudar a filha. A incapacidade de Ana Maria é óbvia, mas se não trabalhar durante os próximos 30 dias não pode pedir nova baixa médica e perde o emprego. in SIC
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