Esta doença ataca á volta de 700 pessoas por ano. No conjunto, os homens são mais afectados que as mulheres. Dois terços de todos os casos concernentes a pessoas mais velhas que os 60 anos. Em contrapartida, se distinguirmos os casos por categoria, cada uma das partes toca uma idade específica, sendo a mielóide a que mais ataca com o aumento da idade.
Os sintomas crónicos iniciam-se discretamente e de maneira insidiosa. Sintomas atípicos, como a fadiga, queda de energia, perda de peso, febre e transpiração nocturna podem ser sinais duma leucemia crónica. Mais tarde surgem problemas respiratórios, cardíacos e visuais podem também surgir.
Quase desaparecem os glóbulos normais no sangue dos pacientes atacados pela leucemia aguda, de modo que os sintomas que podem aparecer dum dia para o outro; palidez e fadiga, febre tenaz, infecções persistentes e hemorragias frequentes.
Em certos casos atinge as células mãe podendo provocar dores ósseas. Fadiga, perda de apetite e do peso são características da doença.
Sabe-se pouca coisa sobre as causas da leucemia. Como para muitos cancros, faz-se a ligação entre as leucemias e factores genéticos, radiações ionizantes, substãncias químicas, mas também vírus.
Dado conhecerem-se poucas coisas sobre as causas da leucemia, é difícil estabelecer regras de prevenção. Todavia, pode aconselhar-se a evitar radiações. As pessoas que estão expostas a elevadas taxas de radiações por razões profissionais, devem proteger-se de modo adequado e eficaz, o que também é válido para as substâncias cancerígenas.
A despistagem precoce duma leucemia crónica é extremamente difícil. As pessoas com risco, como os colaboradores duma central atómica, são regularmente controladas. Um diagnóstico precoce é quase impossível devido ao desenvolvimento instantâneo da doença.
Se há suspeitas duma leucemia, é necessário um exame do sangue e da medula óssea. A análise do sangue permite determinar o número e a forma dos glóbulos, e, como nem todas as leucemias modificam a fórmula sanguínea, deve ser examinada igualmente a medula óssea. A colheita é praticada no esterno. Segundo os casos, pode ser necessário também praticar uma biopsia duma boa parte do tecido.
As hipóteses de cura, após longo tratamento à base de quimioterapia, um tratamento adequado pode tornar possível uma vida sem dores. Para isso, o paciente tem necessidade duma vigilância médica constante após o tratamento, composta por exames regulares do sangue e da medula óssea.
As hipóteses de cura duma leucemia crónica dependem do tipo de doença, idade do paciente e da terapia: 50 a 60% dos pacientes atingidos por uma leucemia amilóide podem curar-se graças a um transplante de medula óssea. Os tratamentos medicamentosos ainda não permitem chegar a uma cura. Em geral, a duração média de sobrevivência é de quatro anos.
As leucemias são um sujeito de pesquisa importante no domínio dos cancros. Os esforços visam encontrar a melhor combinação possível de medicamentos e alargar os campos de aplicação dos transplantes da medula óssea.
Paralelamente, a pesquisa examina as alterações genéticas que estão na origem das leucemias.
Só em Portugal, ao que parece, se manda regressar ao serviço activo alguém afectado e “melhorado” – não se sabe nunca por quanto tempo.
Domingo, 18 de Novembro de 2007
A leucemia
Publicada por
Inquisidor
em
12:24
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