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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Mais um aspecto Positivo na nossa LUTA!!

Boa noite, estou bastante contente pela situaçao da Conceiçao Marques estar resolvida, e espero que seja o principio de uma nova vida para ela!! No entanto ao mesmo tempo esta situação tras-me alguma tristeza, pelo simples facto que se nada disto tivesse sucedido a Manuel Estanqueiro estaria ainda no nosso mundo com a Verdadinha e sua Familia, que tanto deve, sentir a sua falta. Aproxima - se a passos largos o aniversário de 6 meses após o seu falecimento. Vejam lá já passou 6 meses e tanto tinta esta situaçao já correu e só ao fim deste tempo começamos a ver resultados. Desde já presto todo o meu apoio e solidariedade à Verdadinha para passar mais esta hora dificil. Admiro-a pelo seu empenho, dedicaçao e postura contra toda´a injustiça da Mãe e penso que ao mesmo tempo com a injustiça de todas as pessoas que estao na mesma situaçao de espera..... No entanto vamos dar graças por de facto a CGA reconhecer que errou com a Conceição Marques e resolver a situação, vamos ler a noticia de hoje da TSF:

CGA concede reforma a professora com cancro

A Caixa Geral de Aposentações concedeu, finalmente, a reforma à professora vítima de três cancros. Conceição Marques já não precisa de voltar a trabalhar. Apesar da doença, a professora não tinha conseguido a reforma por doença tendo sido obrigada a voltar à escola.
Ao fim de meses de polémica, a Caixa Geral de Aposentações concedeu a reforma à professora vítima de três cancros.O caso foi denunciado em Agosto quando a CGA lhe recusou o pedido de reforma antecipada por incapacidade considerando-a apta para voltar a dar aulas.Conceição Marques regressou à escola mas os protestos de pais e colegas levaram o Ministério da Educação a ordenar que fosse substituída.Agora, e depois de uma consulta de otorrinolaringologia, a junta médica voltou a analisar o caso e decidiu aceitar o pedido de reforma por incapacidade.Ouvida pela TSF, Conceição Marques confessa que se sente aliviada: «Finalmente sinto-me tranquila porque foi reposta a verdade e foi feita a justiça, porque eu estava a ser injustiçada pela CGA, pelo ministério das Finanças. Era uma injustiça o que me estavam a fazer».Conceição Marques vai agora de férias até que a Caixa Geral de Aposentações conclua o processo da reforma.in Tsf

2 comentários:

Paula Barros disse...

Fiquei muito feliz...mas também lembrei a Manuela Estanqueiro e não esqueço, nem por um segundo que foi pela coragem de sua filha, Teresa, que se poderá vir a impedir mais 'casos'. Eu continuo à espera....
Paula Barros

brit com disse...

Fico contente por a situação da Conceição estar resolvida.
E sim, sem dúvida, tem de se lembrar a coragem da Teresa, da sua mãe, da Conceição e de todos os que se encontram em situações difíceis como esta.

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Aveiro : Dada como apta para o serviço
Professora com leucemia morre à espera da reforma



Teresa Silva diz que os últimos dias da mãe, Manuela Estanqueiro, professora de Educação Tecnológica em Aveiro, foram marcados pelo sofrimento
Uma professora da Escola Básica 2/3 de Cacia, em Aveiro, a quem há pouco mais de um ano tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu no passado sábado, sem que a aposentação, pela qual batalhara, tivesse sido oficialmente decretada. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha sido notícia no CM em Fevereiro, quando a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a obrigou a regressar ao trabalho, sob pena de perder o vencimento.
Nessa altura, e tal como a própria testemunhou, “os 31 dias de serviço foram um verdadeiro inferno”, com desmaios e vómitos diários e o agravamento do seu estado de saúde. De tal forma a professora se ressentiu da ordem que lhe foi dada pela CGA que, menos de 15 dias depois, deu entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra e não voltou a ter alta médica.A filha da professora, Teresa Silva, está revoltada com “a cruz que a fizeram carregar” e não poupa críticas à CGA: “A minha mãe tinha mais de 30 anos de serviço, uma doença incurável e debilitante, e nada ficaria a dever ao Estado se lhe tivessem dado a aposentação.”“Acho que alguém tem de ser responsabilizado pelo que se passou e apenas desejo que o caso da minha mãe sirva de exemplo para que outras situações, que sei que existem, não tenham o mesmo desfecho triste”, salienta Teresa Silva.Apesar da batalha que Manuela Estanqueiro travou, sempre com o apoio da comunidade escolar e da Direcção Regional de Educação do Centro, a aposentação só lhe foi concedida uma semana antes da sua morte, apesar de ainda não ter sido publicada em Diário da República. “Mesmo assim, só lha deram porque receberam um relatório médico, que referia uma esperança de vida de um a dois anos”, conta a filha.Teresa Silva está também convencida de que “foi apenas depois da intervenção do Sindicato de Professores da Zona Centro que o processo ganhou novo fôlego”.“A minha mãe viveu os últimos dias constantentemente preocupada com esta situação, que achava de uma injustiça extrema. De tal forma estava atormentada que, quando lhe marcaram nova junta médica em Lisboa, estava ela já internada em Coimbra, queria ir a qualquer custo, nem que fosse de ambulância”, lembra.
APOSENTAÇÃO CHEGOU HÁ QUINZE DIAS
A leucemia de Manuela Estanqueiro foi diagnosticada em Março de 2006, após vários meses de procura dos médicos por uma razão para o seu estado de cansaço crónico. A professora pediu então a aposentação e submeteu-se à primeira junta médica em Novembro de 2006. Enquanto aguardava o desenrolar do pedido feito à Caixa Geral de Aposentações (CGA), Manuela Estanqueiro esteve afastada das aulas por atestado médico, que poderia ser renovado até à data limite de Outubro de 2008. No entanto, um despacho da CGA, de 24 de Novembro de 2006, não só lhe negou a aposentação – por “não se encontrar absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções” – como a obrigou a regressar ao serviço. Manuela Estanqueiro cumpriu as ordens, mas apresentou recurso da decisão. Já internada, a professora recebeu há 15 dias a notícia de que a aposentação fora aceite. Para ela, esta foi uma batalha ganha tarde de mais.
CRÍTICAS AOS CUIDADOS PALIATIVOS
Teresa Silva, que no último ano e meio acompanhou a doença da mãe, é muito crítica quanto aos cuidados paliativos prestados aos doentes do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, onde a mãe esteve internada nos últimos quatro dias de vida. “Fiquei arrepiada com a forma como a minha mãe foi tratada em Aveiro. Uma médica chegou a dizer-me, com grande frieza, que não valia a pena investir nela, dando-lhe soro de alimento ou transfusões de plaquetas, que já haviam dado provas, porque isso só lhe iria prolongar o tempo de vida e o sofrimento.” Teresa não se conforma que as últimas horas de vida da sua mãe tenham sido de “intenso sofrimento”, quando esta pedia para que a colocassem a dormir e o pessoal médico recusava, “para que as visitas pudessem estar mais tempo com ela”.
Carla Pacheco



Lote de terreno 815m2

Lote, com 815 m2, a 5 minutos de Aveiro, com projecto de arquitecto para moradia R/C e 1º Andar. 55000€.

963197737

Teresa Silva (verdadinha)













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