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Domingo, 25 de Novembro de 2007

A revolta de Paula Barros no programa da RTP2 "Sociedade Civil"

Aqui estão os desabafos de várias pessoas que escreveram no Blog "Sociedade Civil", no dia do Programa e à hora do Programa que decorreu no Canal RTP2. Em particular destaque a Paula Barros que de forma tão transparente mostrou a sua indignação pelas barbaridades ditas pelo Dr. representante das Juntas Médicas presente neste programa.
De facto este Dr. nem sabia do que falava, pois não estava esclarecido. Ele teve a audácia de dizer que não percebia porque é que a MINHA MÃE tinha ido trabalhar, ou seja, nem a legislação base ESSE Doutor sabia. FALOU de cor e salteado, sem saber as especificidades de cada caso, disse que a minha mãe, Manuela Estanqueiro, foi a uma Junta Médica em Janeiro de 2007(MENTIRA, foi em Novembro de 2006, 11 meses depois de ter pedido a aposentação por incapacidade), e efectivamente foi em Janeiro apresentado recurso, que foi ignorado, argumentando que não havia dados novos que justificassem a atribuição de nova Junta Médica. Infelizmente após o internamento da MINHA MÃE em 5 de Março de 2007, obtive uma declaração do Hospital da Universidade de Coimbra, a qual dizia que a esperança de vida da MINHA MÃE era de 1 ano a 2 anos no máximo. O Sr. Fonseca do Sindicato Professores da Zona Centro disponibilizou-se de imediato para ir buscar a dita declaração ao H.U.C., tendo encaminhado o processo para a C.G.A., um dia ou dois depois do internamento. Estamos então no início de Março. A resposta a esta situação, foi a marcação de uma Junta Médica de revisão EM LISBOA, (para uma doente que não se podia deslocar e estava internada em Coimbra), no dia 19 dde Abril. A MINHA MÃE, desesperada, queria a todo custo, ir a essa Junta, tendo dito por várias vezes a toda a gente, médicos, enfermeiros, colegas de quarto, e família, que iria a essa Junta nem que fosse de ambulância e numa maca, só para provar a ESSES SENHORES TAIS que estava de facto muito doente. Infelizmente não pode ir, as infecções não a deixavam, o horror era permanente. Decorreu então o período de 19 de Abril a 9 de Maio, a MINHA MÃE sempre internada e cada vez pior, quando foi deliberado por Junta Médica não prensencial, que a APOSENTAÇÃO chegava. A minha mãe finalmente ficou mais descansada, mas a uns tristes dias do fim da sua vida a 2 de Junho.
O resultado desta decisão nunca saiu em Diário da República e por isso tudo ficou sem efeito, ou seja, não houve aposentação nenhuma, tudo isto é uma mentira e uma fraude. Sinto-me impotente para com estas montruosidades, não tenho vocabulário para descrever as palavras mais convenientes a atribuir`a todos os que cometem estas ACTOS BÁRBAROS.

E muito mais há para dizer, mas por hoje é tudo.
Obrigada
Verdadinha



https://www.blogger.com/comment.g?blogID=25015917&postID=3130375628109300866


Paula Barros disse...
Tentei entrar em directo no debate, mas a minha vez não chegou....lamento.O meu nome é Paula Barros , pertenço ao blog averdadeacimadetudo e faço daqui um pedido -visitem-nos, comentem, precisamos de todos , os que têm e os que não têm problemas pois isto , neste momento, é um caso de cidadania.Tive pena de não ter entrado em directo e isto porque tinha para além da matéria do programa algumas perguntas para fazer ao "Dr" que representava as Juntas - pelo menos é o que parecia. Diz ele, a certa altura que os médicos das Juntas têm de ter 'coragem'. Meu caro senhor isso é uma grande verdade. Têm de ter coragem para tratarem as pessoas que lá aparecem - doentes, portanto, - abaixo de cão; têm de ter coragem para fazerem humor com a dôr dos presentes,; têm de ter coragem para interromper as pessoas de uma forma totalmente malcriada quando estas se tentam defender; têm de ter coragem para decidir do futuro de uma pessoa em 5 minutos; têm de ter coragem para fazerem tábua raza dos relatórios de colegas, na maior parte das vezes, tenho a certeza, com muito mais qualificações do que eles.è verdade, meu caro senhor, os médicos das Juntas têm de ter 'coragem', pois, se não a tivessem e fizessem o oposto do que diariamente fazem transformar-se-iam naquelas pessoas que, quando se formaram fizeram o Juramento de Hipócrates,teriam de passar com cada doente o tempo necessário ao seu caso particular, teriam de saber ler e analisar os relatórios que lhes são entregues com o respeito que esses relatórios merecem......resumindo, pois a lista seria por demais extensa, teriam de conceder a reforma a quem dela tem necessidade....e correr o risco de serem dispensados de continuarem a fazer parte das Juntas Médicas por não actuarem da forma que lhes é indicada, o que, acredito, nesta época tão focada no desempenho dos funcinários públicos e não só, seria bastante perigoso para o seu futuro.Digo, portanto, que os senhores das Juntas Médicas tiveram a CORAGEM de se demitir, como médicos e como Seres Humanos, para poderem todos os dias fazer e refazer as enormidades de todos conhecidas. Com essa CORAGEM, como conseguem dormir descansados à noite? 'coragens' destas, meus senhores a quem não chamo Drs pelo respeito que tenho a alguns, esses sim médicos, que têm acompanhado milhares de pessoas nestes últimos tempos, como o psiquiatra que me acompanha ao longo de já 4 anos, 4 Juntas Médicas da CGA, entremeadas por 2 recusas de Juntas de Recurso, 'coragens' dessas não precisamos...agora se de repente essa 'coragem' se transformasse em vergonha pelo que têm feito, se reflectissem como se afastaram do que sonharam para a vossa caminhada profissional, aí sim, o respeito pelo vosso trabalho por parte dos milhares de funcionários públicos e outros, na Segurança Social,que se apresentam perante vós iria crescendo.Meus senhores das Juntas Médicas, para os senhores nunca será tarde começarem a enveredar por um caminho mais digno....já do lado das pessoas que vos procuram para pedirem uma reforma, o tempo pode ser curto.Obrigada por terem lidoPaula Barros ( Blog AVERDADEACIMADETUDO)
19:26

In Blog Sociedade Civil

Verdadinha

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Aveiro : Dada como apta para o serviço
Professora com leucemia morre à espera da reforma



Teresa Silva diz que os últimos dias da mãe, Manuela Estanqueiro, professora de Educação Tecnológica em Aveiro, foram marcados pelo sofrimento
Uma professora da Escola Básica 2/3 de Cacia, em Aveiro, a quem há pouco mais de um ano tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu no passado sábado, sem que a aposentação, pela qual batalhara, tivesse sido oficialmente decretada. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha sido notícia no CM em Fevereiro, quando a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a obrigou a regressar ao trabalho, sob pena de perder o vencimento.
Nessa altura, e tal como a própria testemunhou, “os 31 dias de serviço foram um verdadeiro inferno”, com desmaios e vómitos diários e o agravamento do seu estado de saúde. De tal forma a professora se ressentiu da ordem que lhe foi dada pela CGA que, menos de 15 dias depois, deu entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra e não voltou a ter alta médica.A filha da professora, Teresa Silva, está revoltada com “a cruz que a fizeram carregar” e não poupa críticas à CGA: “A minha mãe tinha mais de 30 anos de serviço, uma doença incurável e debilitante, e nada ficaria a dever ao Estado se lhe tivessem dado a aposentação.”“Acho que alguém tem de ser responsabilizado pelo que se passou e apenas desejo que o caso da minha mãe sirva de exemplo para que outras situações, que sei que existem, não tenham o mesmo desfecho triste”, salienta Teresa Silva.Apesar da batalha que Manuela Estanqueiro travou, sempre com o apoio da comunidade escolar e da Direcção Regional de Educação do Centro, a aposentação só lhe foi concedida uma semana antes da sua morte, apesar de ainda não ter sido publicada em Diário da República. “Mesmo assim, só lha deram porque receberam um relatório médico, que referia uma esperança de vida de um a dois anos”, conta a filha.Teresa Silva está também convencida de que “foi apenas depois da intervenção do Sindicato de Professores da Zona Centro que o processo ganhou novo fôlego”.“A minha mãe viveu os últimos dias constantentemente preocupada com esta situação, que achava de uma injustiça extrema. De tal forma estava atormentada que, quando lhe marcaram nova junta médica em Lisboa, estava ela já internada em Coimbra, queria ir a qualquer custo, nem que fosse de ambulância”, lembra.
APOSENTAÇÃO CHEGOU HÁ QUINZE DIAS
A leucemia de Manuela Estanqueiro foi diagnosticada em Março de 2006, após vários meses de procura dos médicos por uma razão para o seu estado de cansaço crónico. A professora pediu então a aposentação e submeteu-se à primeira junta médica em Novembro de 2006. Enquanto aguardava o desenrolar do pedido feito à Caixa Geral de Aposentações (CGA), Manuela Estanqueiro esteve afastada das aulas por atestado médico, que poderia ser renovado até à data limite de Outubro de 2008. No entanto, um despacho da CGA, de 24 de Novembro de 2006, não só lhe negou a aposentação – por “não se encontrar absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções” – como a obrigou a regressar ao serviço. Manuela Estanqueiro cumpriu as ordens, mas apresentou recurso da decisão. Já internada, a professora recebeu há 15 dias a notícia de que a aposentação fora aceite. Para ela, esta foi uma batalha ganha tarde de mais.
CRÍTICAS AOS CUIDADOS PALIATIVOS
Teresa Silva, que no último ano e meio acompanhou a doença da mãe, é muito crítica quanto aos cuidados paliativos prestados aos doentes do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, onde a mãe esteve internada nos últimos quatro dias de vida. “Fiquei arrepiada com a forma como a minha mãe foi tratada em Aveiro. Uma médica chegou a dizer-me, com grande frieza, que não valia a pena investir nela, dando-lhe soro de alimento ou transfusões de plaquetas, que já haviam dado provas, porque isso só lhe iria prolongar o tempo de vida e o sofrimento.” Teresa não se conforma que as últimas horas de vida da sua mãe tenham sido de “intenso sofrimento”, quando esta pedia para que a colocassem a dormir e o pessoal médico recusava, “para que as visitas pudessem estar mais tempo com ela”.
Carla Pacheco



Lote de terreno 815m2

Lote, com 815 m2, a 5 minutos de Aveiro, com projecto de arquitecto para moradia R/C e 1º Andar. 55000€.

963197737

Teresa Silva (verdadinha)













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