As leucemias agudas são doenças muito raras. Uma média de três por ano e numa fatia de cem mil habitantes. Na prática, quase nunca é encontrada a causa precisa de uma leucemia.
Todos conhecem o triste exemplo de Tchernobil, após a qual uma argumentação do número de leucemias agudas foi posta em evidência na região. Sabe-se também que a manipulação de certos produtos químicos são leucenogénicos. Por outro lado, pôde verificar-se que pessoas afectadas por trissomia 21 corriam riscos de contrair uma leucemia aguda, assim como pessoas já tratadas no passado por quimioterapia.
Não há que uma certeza: a leucemia não é uma doença contagiosa nem uma doença hereditária.
Quando duma colheita de sangue, suspeita-se fortemente duma leucemia, mas não de pode estar certo do diagnóstico que com uma análise da medula óssea. Este exame chama-se mielograma.
É absolutamente primordial, já que para além de aportar a certeza do diagnóstico, permite saber com precisão de que tipo de leucemia se trata, assim como indicar o tratamento adequado. Na prática, o mielograma é uma colheita de medula situada no esterno, ou então abaixo duma nádega (no alto do osso da bacia). É muito pouco agradável, e é a razão pela qual uma anestesia local é realizada.
O tratamento começa desde que o diagnóstico é produzido e consiste numa primeira quimioterapia, dita de indução. Os produtos utilizados são potentes, e uma simples perfusão não é suficiente. Esta perfusão deve ser feita ou na dobra do cotovelo ou sobre a mão, numa veia grossa, mais frequente ao nível do pescoço, com um cateter, devendo ser precedida duma ligeira anestesia local num bloco operatório, para evitar o risco de infecção. O mesmo cateter pode ficar instalado durante um ano, mas pode ser retirado se o tratamento for terminado, ou em caso de infecção. Para limitar ao máximo este risco, é necessário limpar diariamente a saída do cateter.
Os produtos contidos na quimioterapia têm por fim destruir os leucoblastos ou os mieloblastos, mas são de tal forma potentes que, infelizmente, produzem efeitos secundários. Com efeito, as células normais do sangue e da medula óssea são também sensíveis á quimioterapia. Pode acontecer que os números de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas desçam muito por causa da quimioterapia; chama-se a este período “Aplasia”. É este período que impõe fazer este primeiro tratamento em quarto esterilizado, para evitar as infecções. O efeito secundário que muitas pessoas conhecem é a perda do cabelo; isto é temporário apenas.
Após este primeiro tratamento, pode constatar-se na grande maioria dos casos o desaparecimento das células leucémicas. Não se fala de “cura” – que não existe – mas de remissão.
Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Leucemia aguda
Publicada por
Inquisidor
em
12:42
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