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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Confirmação do diagnóstico

Se há suspeitas duma leucemia, um exame à medula óssea e ao sangue é necessário. O exame sanguíneo permite determinar o número e a forma dos glóbulos. Nem todas as leucemias modificam a fórmula sanguínea, pelo que o médico examina, igualmente, a medula óssea.

A colheita é feita com uma agulha e seringa própria, na bacia ou no esterno. Segundo os casos, a colheita duma maior parte de tecido (biopsia) pode ser obrigatória.
Os exames de sangue e da medula óssea permitem, geralmente, confirmar o diagnóstico. Por outro lado, examina-se também a rata, o fígado e os gânglios linfáticos. No caso da LMC, um exame aos cromossomas (cromossoma Filadélfia) permite confirmar a suspeição.

A quimioterapia é o tratamento de primeira escolha para as leucemias crónicas. Faz-se apelo a diversos medicamentos que permitem travar a multiplicação das células na medula óssea e no sistema linfático.

Para a LMC, administra-se cada vez mais o “Interphéron Alpha” (uma substância mensageira do sistema imunitário). A boa terapêutica permite, por vezes, aos pacientes atingidos por leucemias crónicas, viver durante anos, longos períodos sem perturbações.

Hoje, a LMC tem uma hipótese de cura, graças ao transplante de medula óssea, na condição de encontrar um dador compatível (irmão e eventualmente pessoas não familiares). O objectivo deste tratamento é substituir a medula óssea atingida. O que significa que à partida as células doentes devem poder ser eliminadas da medula óssea por uma radioterapia.

Seguidamente, o transplante da medula sã dum dador compatível pode ter lugar.

As células sãs são, então, capazes de se desenvolver de novo e de proliferar no sangue e na medula óssea.

A intervenção deve, se possível, ser praticada num estádio precoce da doença. Em contrapartida, a LLC permite, frequentemente, sob controlo regular, pacientar com a ajuda duma quimioterapia.

As leucemias devem ser tratadas muito rapidamente. Todas as formas necessitam duma quimioterapia em doses elevadas, a fim de destruir se possível completamente, as células leucémicas.

Para tal, administra-se uma combinação de diferentes medicamentos. Segundo o tipo de leucemia em questão, o tratamento pode alargar-se por períodos mais ou menos longos. O que, à partida, impede o regresso ao trabalho, devendo o paciente ser aposentado, até porque em qualquer local pode encontrar-se a bactéria que desencadeie a fatal descompensação

As náuseas e a perda do cabelo são efeitos secundários destes tratamentos. Todavia, os vómitos podem hoje ser suprimidos com medicamentos adequados e o cabelo reaparece após o tratamento.

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Aveiro : Dada como apta para o serviço
Professora com leucemia morre à espera da reforma



Teresa Silva diz que os últimos dias da mãe, Manuela Estanqueiro, professora de Educação Tecnológica em Aveiro, foram marcados pelo sofrimento
Uma professora da Escola Básica 2/3 de Cacia, em Aveiro, a quem há pouco mais de um ano tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu no passado sábado, sem que a aposentação, pela qual batalhara, tivesse sido oficialmente decretada. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha sido notícia no CM em Fevereiro, quando a Caixa Geral de Aposentações (CGA) a obrigou a regressar ao trabalho, sob pena de perder o vencimento.
Nessa altura, e tal como a própria testemunhou, “os 31 dias de serviço foram um verdadeiro inferno”, com desmaios e vómitos diários e o agravamento do seu estado de saúde. De tal forma a professora se ressentiu da ordem que lhe foi dada pela CGA que, menos de 15 dias depois, deu entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra e não voltou a ter alta médica.A filha da professora, Teresa Silva, está revoltada com “a cruz que a fizeram carregar” e não poupa críticas à CGA: “A minha mãe tinha mais de 30 anos de serviço, uma doença incurável e debilitante, e nada ficaria a dever ao Estado se lhe tivessem dado a aposentação.”“Acho que alguém tem de ser responsabilizado pelo que se passou e apenas desejo que o caso da minha mãe sirva de exemplo para que outras situações, que sei que existem, não tenham o mesmo desfecho triste”, salienta Teresa Silva.Apesar da batalha que Manuela Estanqueiro travou, sempre com o apoio da comunidade escolar e da Direcção Regional de Educação do Centro, a aposentação só lhe foi concedida uma semana antes da sua morte, apesar de ainda não ter sido publicada em Diário da República. “Mesmo assim, só lha deram porque receberam um relatório médico, que referia uma esperança de vida de um a dois anos”, conta a filha.Teresa Silva está também convencida de que “foi apenas depois da intervenção do Sindicato de Professores da Zona Centro que o processo ganhou novo fôlego”.“A minha mãe viveu os últimos dias constantentemente preocupada com esta situação, que achava de uma injustiça extrema. De tal forma estava atormentada que, quando lhe marcaram nova junta médica em Lisboa, estava ela já internada em Coimbra, queria ir a qualquer custo, nem que fosse de ambulância”, lembra.
APOSENTAÇÃO CHEGOU HÁ QUINZE DIAS
A leucemia de Manuela Estanqueiro foi diagnosticada em Março de 2006, após vários meses de procura dos médicos por uma razão para o seu estado de cansaço crónico. A professora pediu então a aposentação e submeteu-se à primeira junta médica em Novembro de 2006. Enquanto aguardava o desenrolar do pedido feito à Caixa Geral de Aposentações (CGA), Manuela Estanqueiro esteve afastada das aulas por atestado médico, que poderia ser renovado até à data limite de Outubro de 2008. No entanto, um despacho da CGA, de 24 de Novembro de 2006, não só lhe negou a aposentação – por “não se encontrar absoluta e permanentemente incapaz para o exercício das suas funções” – como a obrigou a regressar ao serviço. Manuela Estanqueiro cumpriu as ordens, mas apresentou recurso da decisão. Já internada, a professora recebeu há 15 dias a notícia de que a aposentação fora aceite. Para ela, esta foi uma batalha ganha tarde de mais.
CRÍTICAS AOS CUIDADOS PALIATIVOS
Teresa Silva, que no último ano e meio acompanhou a doença da mãe, é muito crítica quanto aos cuidados paliativos prestados aos doentes do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, onde a mãe esteve internada nos últimos quatro dias de vida. “Fiquei arrepiada com a forma como a minha mãe foi tratada em Aveiro. Uma médica chegou a dizer-me, com grande frieza, que não valia a pena investir nela, dando-lhe soro de alimento ou transfusões de plaquetas, que já haviam dado provas, porque isso só lhe iria prolongar o tempo de vida e o sofrimento.” Teresa não se conforma que as últimas horas de vida da sua mãe tenham sido de “intenso sofrimento”, quando esta pedia para que a colocassem a dormir e o pessoal médico recusava, “para que as visitas pudessem estar mais tempo com ela”.
Carla Pacheco



Lote de terreno 815m2

Lote, com 815 m2, a 5 minutos de Aveiro, com projecto de arquitecto para moradia R/C e 1º Andar. 55000€.

963197737

Teresa Silva (verdadinha)













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